Fisioterapia Obstétrica

A gravidez é um período da vida da mulher em que ocorrem modificações importantes no seu organismo e que frequentemente desencadeiam sintomas relacionados aos sistemas músculo-esquelético, vascular, cardíaco, respiratório, urinário, dentre outros. Tais sintomas afetam a qualidade de vida da grávida e a fisioterapia obstétrica tem um papel importantíssimo na prevenção, no tratamento para o alívio das lombalgias e dorsalgias, síndromes de compressão nervosa, edema, dispneia, incontinência urinária, a partir de uma avaliação minuciosa e da utilização de recursos fisioterapêuticos próprios.

Pré-parto

O trabalho educativo realizado por meio da Fisioterapia Obstétrica, através de orientações e treinamentos, gera resultados diretos muito positivos: promove maior conhecimento de todo processo gravídico-puerperal (reduzindo a ansiedade, visitas desnecessárias ao pronto-atendimento, os alarmes falsos de trabalho de parto, entre outros) e melhora os desfechos de parto (experiência com o parto, uso de analgesia, tempo de trabalho de parto e até mesmo, saúde do recém-nascido).

Parto

A fisioterapia obstétrica auxilia e assiste a gestante para que a mesma tenha uma experiência mais gratificante de parto, com menos dor e menor tempo de trabalho de parto, novamente por meio de avaliação e uso de recursos fisioterapêuticos próprios. A atuação do fisioterapeuta especialista tem sido influenciada pelo incentivo mundial à humanização à assistência obstétrica e à utilização de recursos não farmacológicos, tanto para o alívio de dor quanto para melhora da progressão do trabalho de parto.

Pós-parto

A atuação da fisioterapia obstétrica no pós-parto é tão ou mais importante do que a atuação durante a gravidez/parto. Após o trabalho de parto, a mulher experimenta o puerpério, período que se define pelas mudanças que ocorrerão novamente no corpo feminino, para que o mesmo retorne a sua estrutura e função anterior à gestação.

No pós-parto imediato a fisioterapia obstétrica prioriza cuidados iniciais essenciais, como: tratar/prevenir desconfortos (cicatriciais, osteomusculares etc.), prevenir a trombose venosa profunda, facilitar/melhorar as funções respiratória, cardíaca, gastrointestinal, locomotora, postural, urinária, entre outras, e junto à equipe de saúde favorece o vínculo entre mãe-bebê (amamentação, cuidados e manuseio). Já durante o puerpério tardio e remoto, o trabalho pode ser intensificado objetivando auxiliar o organismo da mulher a retornar a condição pré-gestacional e otimizar ao máximo sua funcionalidade, tratando os desconfortos e disfunções que possam ter persistido ou surgido, decorrentes do parto ou mesmo da gestação.

Foto por Toa Heftiba na Unsplash